Mitos e Verdades
A perda neuronal ocorre ao longo de todo o desenvolvimento do sistema nervoso e é parte do próprio processo de organização do sistema, estando associada, inclusive, segundo Changeux (1991), ao processo de aprendizagem. As células nervosas quando atingem a etapa máxima de diferenciação não se multiplicam mais; desse modo, o patrimônio neuronal perdido não é renovado. A partir dos 30 anos, perdemos cerca de 100 mil neurônios a cada dia. Dos 30 aos 80 anos, tendo o indivíduo um estilo saudável de vida (sem excesso de bebida alcoólica, ausência de tabagismo, sem condições de estresse acentuado etc.), a perda é da ordem de 2 bilhões de neurônios. Nascemos com cerca de 86 bilhões de células nervosas e, portanto, contamos com um grande potencial neuronal excedente. De acordo com alguns estudiosos, utilizamos apenas uma pequena parte de nosso potencial cerebral e se, por um lado, perdemos conexões neuronais estabelecidas, por outro, a capacidade de criação e estabilização de conexões sinápticas se mantém por toda a vida, estando na dependência do exercício do intelecto para sua utilização. Desse modo, a perda que ocorre no envelhecimento fisiológico, não compromete por si só, o desempenho do adulto idoso (neste caso não estamos considerando doenças que atinjam o sistema nervoso).
Sabendo que, com o passar dos anos, perdemos neurônios e que essas células não se multiplicam, chegará o dia em que poucas restarão, comprometendo nosso raciocínio e memória?
O esquecimento é sempre um sinal de que algo ruim está acontecendo em nosso cérebro, em nossa mente?
Com o envelhecimento, só podemos esperar o declínio de capacidades?
Para avaliarmos se nossa memória está normal, basta comparar nosso desempenho com o de outras pessoas?
Quanto mais memorizamos, mais "gastamos" nossa capacidade. É preciso economizar, memorizando só o que for mais importante?
A perda neuronal ocorre ao longo de todo o desenvolvimento do sistema nervoso e é parte do próprio processo de organização do sistema, estando associada, inclusive, segundo Changeux (1991), ao processo de aprendizagem. As células nervosas quando atingem a etapa máxima de diferenciação não se multiplicam mais; desse modo, o patrimônio neuronal perdido não é renovado. A partir dos 30 anos, perdemos cerca de 100 mil neurônios a cada dia. Dos 30 aos 80 anos, tendo o indivíduo um estilo saudável de vida (sem excesso de bebida alcoólica, ausência de tabagismo, sem condições de estresse acentuado etc.), a perda é da ordem de 2 bilhões de neurônios. Nascemos com cerca de 86 bilhões de células nervosas e, portanto, contamos com um grande potencial neuronal excedente. De acordo com alguns estudiosos, utilizamos apenas uma pequena parte de nosso potencial cerebral e se, por um lado, perdemos conexões neuronais estabelecidas, por outro, a capacidade de criação e estabilização de conexões sinápticas se mantém por toda a vida, estando na dependência do exercício do intelecto para sua utilização. Desse modo, a perda que ocorre no envelhecimento fisiológico, não compromete por si só, o desempenho do adulto idoso (neste caso não estamos considerando doenças que atinjam o sistema nervoso).

